DICAS

Dicas e Tratamentos para Glomerulonefrite Aguda.

Cristina, com 6 anos, sofre, com certa frequência, de faringite. Felizmente, as crises passam dentro de poucos dias, e às vezes levam meses para voltar.

Numa dessas recidivas, os sintomas vieram mais fortes que o habitual. Passada a fase aguda, tudo evoluía como sempre, para a cura completa.

Entretanto, dentro de alguns dias, surgiram outros sintomas: Cristina acordou com as pálpebras e o rosto inchados.

Durante o dia perdeu o apetite, começou a queixar-se de dor de cabeça, vomitou algumas vezes e teve febre.

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Urinava pouco, e a urina era concentrada, “cor de coca-cola”. Seus pais apressaram-se a levá-la a um médico que, procedendo a alguns exames, concluiu: glomerulone frite aguda. Nesse artigo falaremos sobre Dicas e Tratamentos para Glomerulonefrite Aguda.

Dicas e Tratamentos para Glomerulonefrite Aguda

Trata-se de inflamação aguda do glomérulo, importante componente do parte funcional do rim (explicamos em seguida seu significado).

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Certas bactérias, como os estreptococos, especialmente os beta-hemolíticos do grupo A, que podem estar envolvidos em processos como:

  • faringite
  • amigdalite
  • infecção dentária
  • gengival
  • sinusal
  • auditiva ou outra infecção do sistema respiratório superior, produzem potentes toxinas, um antígeno de parede celular (proteína M).

Esse antígeno ou toxina leva o organismo a acionar seu “exército” de defesa.

Acredita-se que algumas pessoas são hipersensíveis ao antígeno bacteriano, que provocaria resposta anormal das defesas orgânicas.

E é justamente essa “resposta anormal” que representa agressão ao glomérulo renal.

Estranhamente, o rim é atacado pelo próprio sistema imunitário, que se descontrola frente ao ataque de toxinas bacterianas, e “erra o alvo”.

Doenças de pele em que se verifique a presença do estreptococo podem a glomerulonefrite aguda é um tipo de nefrite, e alguns a designam por nefrite aguda.

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Mais comum em crianças, também atinge adultos. Exibe sintomas como: dor de cabeça, inapetência, náuseas, vômitos, inchações por acúmulo de líquido (face, pálpebras e membros inferiores), urina concentrada ou turva, cor de café ou coca-cola.

Os sintomas podem ser de naturezas extremas: muito fortes, ou ligeiros. Nos casos mais graves pode haver sintomas respiratórios e manifestações também originar glomerulonefrite. Mas isso geralmente acontece em condições de higiene pessoal precária.

A escabiose pode estar envolvida nesse mecanismo.

Sintomas e evolução

O fígado aumento de tamanho, o coração apresenta-se mais volumoso. Algumas veias ficam pronunciadas.

Em laboratório verifica-se aumento na excreção de proteína (proteinúria) que fica na faixa de 0,2 a 3g por dia.

A glomerulonefrite associada à infecção estreptocócica é denominada glomerulone frite pós-estreptocócica aguda (GNPE).

O prognóstico para as crianças geralmente é bom. A maioria das pacientes recupera-se completamente, com o desaparecimento espontâneo dos sintomas em mais ou menos uma semana, a contar da data do início da doença, e não há sequelas.

Em raros casos, a glomerulonefrite aguda evolui para uma forma extensa e grave, com degeneração da função renal e insuficiência do órgão.

No caso de adultos, o prognóstico é menos favorável. Em cerca de um terço à metade dos casos de glomerulonefrite pós-estreptocócica não-epidêmica, verifica-se degeneração progressiva da função renal.

O sinal de que a doença está provocando deterioração do órgão é a persistência da proteinúria e/ou hematúria (eliminação de proteína e células vermelhas do sangue pela urina).

Pode também ocorrer glomeruloesclerose, que evolui bem devagar, e insuficiência renal, comumente acompanhada de hipertensão.

Glomerulone frites não relacionadas a estreptococos

Outras doenças infecciosas, além das causados por estreptococos, podem ser associadas à glomerulonefrite.

Entre elas: endocardite infecciosa, febre tifoide, infecções viscerais, mononucleose infecciosa, hepatite B (virótica, aguda), malária pelo P falsiparum e toxoplasmose.

O controle dessas infecções é fundamental para a cura da giomerulonefrite. Mas há situações em que a doença dos rins evolui para a fase crônica.

Conselhos gerais

A recomendação conservadora é que se mantenha repouso até que desapareçam os sinais de inflamação glomerular e congestão circulatória, especialmente a hipertensão.

Ultimamente, entretanto, o repouso absoluto é considerado inadequado, pois, entre outros inconvenientes, não favoreceria o processo de cicatrização.

Embora se deva permanecer a maior parte do tempo na cama, levantar-se um pouco, de vez em quando, e caminhar leve e descontraída mente pela casa, parece benéfico.

O que se contra-indica é o esforço físico proveniente de qualquer atividade, subir e descer escadas, e os movimentos bruscos.

A dieta, pobre em sal, deve incluir líquidos como: água, água-de-coco, sucos de frutas e chás diuréticos, e, para evitar sobrecarga renal, não pode ser abundante em proteínas.

O glomérulo renal

O glomérulo é peço central do néfron, unidade filtradora do rim. Há mais de um milhão de néfrons em cada rim humano. Cada néfron é composto do glomérulo e dos fúbulos renais.

O glomérulo está dentro de uma cápsula, chamada cápsula de Bowman, e é na verdade um novelo de capilares arteriais, donde saem substâncias do sangue que devem ser filtradas.

O líquido contendo o material filtrado é absorvido pela cápsula de Bowman e penetra no sistema de túbulos, os quais, no começo muito delgados, convergem para ductos cada vez maiores, até que todo o líquido filtrado (a urina) escoe através do bacinete, que se afunila para formar o ureter.

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